"Abençoado seja o Humano que busca Deus à sua própria maneira, ainda que eles estejam em algum prédio, entoando canções ou cultivando doutrinas, que podem ser fabricadas pelo homem.
Na realidade, eles empregam todo o seu coração e a sua compaixão, na busca de Deus.
Que eles não sejam julgados por seus irmãos e irmãs, por este motivo, pois são igualmente amados por Deus."

domingo, 29 de maio de 2011

A História de Michael Thomas e os Sete Anjos III

A Preparação
(Começa a Viagem)

- Incline a cabeça para a esquerda, para a bandeja! - gritou a enfermeira para o paciente.
- Ele está a vomitar.
- Nessa noite, a sala de emergência do hospital, como sempre às sextas-feiras, estava a abarrotar.
Desta vez a lua cheia também complicou bastante. Embora não possuíssem qualquer conhecimento sobre astrologia ou outro assunto metafísico, a maioria dos hospitais tinha o hábito de colocar mais funcionários nas Urgências nessa época do mês. Parecia que ocorriam coisas que não aconteciam noutras alturas. A enfermeira correu para fora do quarto para atender outra chamada urgente.
- Ele está consciente? - perguntou o vizinho que tinha acompanhado Mike até o hospital. O enfermeiro de bata branco baixou-se para examinar atentamente os olhos de Mike.
- Sim. Está a acordar. Quando conseguir conversar com ele, não o deixe levantar-se. Está com um corte muito feio na cabeça e levou alguns pontos, além do maxilar que ainda vai doer durante bastante tempo. A radiografia mostrou que está praticamente fracturado. Felizmente conseguimos corrigir o desvio do osso, enquanto ele estava inconsciente.
O enfermeiro saiu do cubículo, uma área separada por uma cortina presa numa armação semicircular. Ao sair fechou a cortina novamente, para que Mike e o seu vizinho pudessem ficar sozinhos. Os sons da ala de emergência eram quase imperceptíveis, embora o vizinho conseguisse ouvir as pessoas e as actividades nos cubículos de ambos os lados. À esquerda, estava uma mulher, vítima de uma punhalada; do lado direito, estava um senhor idoso com falta de ar e um braço inchado. Estavam ali há tanto tempo quanto Mike – cerca de uma hora, aproximadamente.
Mike abriu os olhos e sentiu uma forte dor no maxilar inferior. Soube imediatamente que estava acordado.
«Acabou-se o sonho com anjo», pensou, assim que a forte dor e toda a situação se transformaram lentamente em realidade. A iluminação fluorescente que iluminava a sala com uma luz brilhante fez com que Mike crispasse o rosto e fechasse os olhos. Fazia frio na sala e, instantaneamente, sentiu necessidade de um cobertor.
Mas ninguém lhe ofereceu um.
- Você esteve inconsciente durante um bom bocado, companheiro, - disse o vizinho, sentindo-se um pouco embaraçado por não saber nem o nome de Mike. - Eles cozeram-lhe a cabeça e puseram o maxilar no lugar. É melhor que não fale.
Mike olhou agradecido para o homem que estava curvado sobre ele. Apesar de estar ainda um pouco atordoado, analisou as feições do rosto do vizinho. Reconheceu-o como sendo o morador do apartamento ao lado do seu. O homem sentou-se junto da cama… e Mike que caiu num sono profundo.

* * *

Quando acordou, apercebeu-se que estava num local diferente. Estava tudo tranquilo e silencioso, deitado numa cama. Assim que abriu os olhos e tentou clarear a mente enevoada, compreendeu que continuava no hospital, mas, desta vez, num quarto particular. «Que quarto mais acolhedor», pensou. O seu olhar apático levou-o até os quadros na parede e à vistosa cadeira ao lado da cama. Havia um material de isolamento acústico no tecto, cruzando o quarto em pequenos e elegantes quadrados… que a sua visão distorcida transformava em losangos. As lâmpadas fluorescentes continuavam lá, mas desligadas e semi-escondidas pela decoração. A claridade vinha principalmente de uma janela com vista para a baía e um par de lâmpadas dentro
do quarto. Em vez do suporte do aparelho de TV que a maioria dos hospitais, costuma ter na parede em frente da cama, havia um armário com um fino acabamento. As lâmpadas tinham vários tons, como num hotel de luxo, que combinavam com o papel de parede!
Que espécie de lugar era este?... Uma residência particular?... Mas bastou examinar com mais cuidado, para reparar que, em vários pontos do quarto, havia canalizações de ar condicionado, gás e electricidade, habituais em todos os hospitais. Mike adivinhou que, atrás dele, tinha diversos equipamentos de diagnóstico – um deles estava preso ao seu braço com adesivo e emitia um sinal intermitente e periódico.

Aparentemente não havia ninguém por ali, e Mike começou a analisar o que tinha acontecido. Teria sido operado à garganta?... Conseguiria falar?.. Levou a mão bem devagar até a garganta, esperando encontrar ligaduras e até mesmo um aparelho de gesso. Em vez disto, encontrou uma pele macia! Apalpou em volta do pescoço, e verificou que tudo estava bem. Gradualmente, tentou aclarar a garganta, e logo se surpreendeu ao ouvir a sua própria voz. Foi só quando abriu a boca que descobriu qual era o problema. Uma dor violentíssima, capaz de causar náuseas, ferrou-se na boca e na base dos ouvidos. «Já sei onde me doeu,” pensou Mike enquanto guardava o propósito de não abrir novamente a boca tão depressa.
- Ah! Vejo que já acordámos!... Posso dar-lhe algo para lhe tirar essa dor, Sr. Thomas, - disse uma voz feminina, lamurienta mas gentil, vinda da porta do quarto. - Mas irá recuperar mais depressa se conseguir aguentar sem os analgésicos. Não tem nenhum osso partido; só precisa de exercitar a mandíbula.
A enfermeira, usando um uniforme padronizado, aproximou-se da cama. Para além desse uniforme, bem passado e perfeito, notava-se que tinha muita experiência. Acima do bolso, várias medalhas e distintivos demonstravam a sua capacidade.
Mike falou com a boca entreaberta para que não lhe doesse, movendo apenas a mandíbula para pronunciar as palavras:
- Onde estou eu?
- Está num hospital privado de Beverly Hills, senhor Thomas. - disse a enfermeira, aproximando-se da cama. - Passou aqui a noite, depois de o terem trazido dos Cuidados Intensivos das Urgências. Mas em breve terá alta.
Mike abriu os olhos surpreendido, e o seu rosto assumiu uma expressão de grande preocupação. Sabia de casos em que pagavam de 2 a 3 mil dólares diários por estar internado num sítio assim. O seu coração palpitou aceleradamente ao pensar como ira pagara a factura.
- Não se preocupe, senhor Thomas – disse a enfermeira tranquilizando-o, ao ver a expressão de Mike -.
Tudo está solucionado. O seu pai tratou de tudo e já pagou a factura.
Mike permaneceu em silêncio por um momento, a pensar como é que o seu pai, já falecido, pudera fazer algo assim. Talvez ela tivesse deduzido que era o seu pai, mas era o seu vizinho. Mike recuperou força para dizer o seguinte:
- Você viu-o?
- Claro que o vi! É muito simpático, o seu pai. Alto e louro como você, e com uma voz de santo. Sabe?
Teve muito êxito entre as enfermeiras.
Enquanto ouvia a enfermeira, reparou que ela tinha um sotaque de Minnesota, onde ele nascera. Naquela zona fala-se um pouco arrevesado, pondo o sujeito no final da frase: uma forma estranha de falar que ele tinha tido que corrigir quando chegara à Califórnia. A forma de falar de Minnesota fazia lembrar Yoda(1), uma das personagens da Guerra das Estrelas.
- Pagou em dinheiro – continuou a enfermeira - Não se preocupe, Sr. Thomas. Ele até deixou uma mensagem para si.
Mike sentou o coração aos pulos, embora continuasse a suspeitar que o «seu pai» era o vizinho. Porém, a descrição da enfermeira não quadrava com nenhum dos dois. Ela saiu do quarto para ir buscar a mensagem.
Menos de cinco minutos depois regressou com um pedaço de papel que, evidentemente, tinha uma mensagem escrita à máquina.
- Ele ditou a mensagem - explicou a enfermeira, enquanto tirava a folha de papel de dentro de um sobrescrito, timbrado com o logótipo do hospital -. Disse que não tinha boa letra, por isso o escrevemos à máquina.
Mesmo assim é difícil de entender. O seu pai tratava-o por Pepe quando você era pequeno?
A enfermeira entregou a folha a Mike. Leu o seguinte:
Querido Michael – PePe:
Nem tudo é o que parece. A tua busca começa agora. Cura-te rapidamente e prepara as tuas coisas para a viagem. Preparei a tua rota para Casa. Aceita este presente e segue em frente. O caminho ser-te-á mostrado.
Mike sentiu um calafrio a percorrer-lhe a espinha. Olhou para enfermeira com gratidão e, colando o papel contra peito, fechou os olhos dando a entender que queria ficar sozinho. A enfermeira captou a mensagem e abandonou o quarto.

A mente de Mike processou várias possibilidades. A nota dizia: Nem tudo é o que parece. Mas esta era uma explicação insuficiente! Sabia perfeitamente que, na noite anterior, uma facínora tinha pontapeado e ferido a sua garganta, e tinha-o deixado meio morto no chão do apartamento. Sentira, segundo a segundo, como todos os ossos tinham chiado durante aquele horrível incidente. No entanto, nada sofrera excepto a mandíbula deslocada, que logo fora colocada novamente no lugar, alguns arranhões e uma ou outra nódoa negra na cara e na cabeça, que doeriam durante algum tempo mas que, de forma nenhuma, o deixariam incapacitado.
Era esse o «presente» que tinha recebido?
A ideia de que a visão do anjo tinha sido um acontecimento verídico não passou a fazer parte da realidade de Mike até ler aquela mensagem. Se não era do anjo… de quem era, então? Realmente, não conhecia ninguém com bastante dinheiro ou que fosse suficientemente conhecido para lhe dar fosse o que fosse… muito menos para pagar a sua considerável conta de hospital. Que outra pessoa, para além do anjo, sabia da viagem que ele prometera fazer?... O seu corpo vibrava com tanta pergunta e ele continuava com dúvidas acerca da mensagem e do seu significado, quando, finalmente, recebeu a confirmação do que necessitava. Então sorriu: a enfermeira perguntara se lhe chamavam Pepe. Na nota estava escrito claramente PePe, como se fosse um nome (indubitavelmente, era o anjo quem o ditara, letra por letra, e também tinha pago a factura).
Mas não se tratava de um diminutivo ou de uma alcunha; aquelas letras eram iniciais de: Pe-Pe – «Propósito Puro». Portanto, a saudação significava: Querido Michael, de propósito Puro!
O sorriso de Mike transformou-se em riso; estava dorido mas continuava a rir, e todo o seu corpo estremeceu com a alegria do momento, até que, por fim, se calou e derramou lágrimas de felicidade.
Iria para Casa!
Os dias seguintes foram especiais. Mike recebeu alta e saiu do hospital, levando consigo uns quantos analgésicos que o ajudariam a aliviar a dor. Mas descobriu que não precisava deles. O seu maxilar parecia recuperar a uma velocidade incrível, o que lhe permitia exercitá-lo com cuidado. Podia falar bem e, ao fim de dois dias, já conseguia comer com normalidade. No início custou-lhe um pouco, mas ao longo do processo apenas sentiu alguma dores. O maxilar estava um pouco rígido mas era suportável, dadas as circunstâncias. Mike recusou- se a tomar os analgésicos para evitar perder a euforia que sentia ao pensar que iria realizar a sua busca
espiritual. Em pouco tempo os cortes e as nódoas negras foram desaparecendo progressivamente, ainda que se tenha admirado com a rapidez com que tal ocorreu.
Renunciou ao seu emprego pelo telefone. Tinha imaginado muitas vezes como o faria e, de facto, saboreou o momento de dar por finalizado o seu vínculo com trabalho horrível. Depois telefonou ao seu amigo John explicando-lhe, o melhor que pôde, que ia tirar umas longas férias e que possivelmente não regressaria ao escritório. John desejou-lhe muita sorte, mas expressou a preocupação pelas reservas de Mike acerca do que tencionava fazer.
- Vamos, pá, a mim podes dizer – disse John em tom persuasivo. - Não direi a ninguém, nem farei nada…
O que é que se está a passar?
Mike sabia muito bem que John não entenderia a explicação que lhe aparecera um anjo e lhe tinha dado instruções. Assim, manteve as suas reservas.
- Tenho de fazer uma viagem muito pessoal – disse a John. - Significa muito para mim. - E não deu mais explicações.
Mike arrumou as suas coisas e despediu-se do apartamento. Separou cuidadosamente os seus pertences mais pessoais, da roupa e dos electrodomésticos. Não tinha grande coisa, mas guardou em duas maletas o que mais gostava: as fotos e alguns livros. Como tinha consciência de que não podia levar muita roupa, seleccionou apenas a que precisaria se fosse fazer uma breve viagem, e guardou-a junto das fotos e dos livros.
Mike chamou o vizinho que lhe tinha salvo a vida e ofereceu-lhe roupa, o televisor, a bicicleta que usava para ir trabalhar e grande parte dos escassos pertences que acumulara durante o ano anterior. Disse-lhe:
- Se não quiser, ofereça a uma instituição de beneficência.
O vizinho ficou comovido pelo gesto e apertou efusivamente a mão de Mike, mostrando um aberto sorriso.
Mike teve a sensação de que aquele homem precisava de muitas daquelas coisa que lhe dera. Já que, depois de ter chamado a ambulância, o vizinho também tinha salvo o Gato, o peixe, era natural que também ficasse com ele. Afinal, já estava no seu aquário.
- Adeus, Gato, porta-te bem! – disse Mike com um sorriso, ao despedir-se dele no apartamento do vizinho.
Gato nem se dignou a olhar para ele porque estava entretido com os seus novos amigos do aquário.
Ao quinto dia depois de ter saído do hospital, Mike apercebeu-se que estava a chegar ao fim dos preparativos. Não sabia exactamente o que fazer nem onde ir. Era de noite e tudo estava silencioso. Tinha a certeza de que o anjo sabia que ele estava pronto para partir e que o dia seguinte seria o início de algo novo. Sentia que a sua viagem era algo absolutamente real; estava convencido de que saberia o que fazer. Tudo quanto tinha acontecido naquela semana justificava a sua fé.
Então, decidiu rever o que tinha guardado nas malas para a sua viagem espiritual.
Abriu-as e examinou o que julgava necessário levar consigo. Antes do mais, as fotos. O álbum estava a desfazer-se devido ao passar do tempo, e muitas das velhas fotos estavam seguras às folhas por aqueles antigos cantos autocolantes, que se usam nos anos 50. Abriu o álbum com cuidado para não os descolar e, uma vez mais, sentiu a familiar melancolia ao deparar-se com a fotografia do casamento dos seus pais, a primeira do álbum.
Tinha-a encontrado depois do acidente, junto de outras fotos deles. Nesta, os pais sorriam para a câmara, sendo evidente que estavam muito apaixonados; começavam ali a sua vida em comum. Mike achava graça à roupa que usavam, e, se bem se lembrava, aquela era a única vez que vira o seu pai de gravata. Mais tarde, Mike encontrou o velho vestido de noiva da sua mãe numa arca, e teve de pedir a um vizinho que o embrulhasse e guardasse, pois, para ele, era muito doloroso. Quando tiraram aquela foto, Mike era apenas um brilho de entusiasmo no seu olhar, pois encaravam o futuro com muita esperança de coisas boas da vida. Contemplou a foto durante algum tempo e, finalmente, disse serenamente:
- Papá, mamã. Sou o vosso único filho. Espero que o que vou fazer não vos decepcione. Gosto muito dos dois e desejo vê-los em breve.
Passaram uns minutos preciosos, durante os quais, Mike folheou as páginas do álbum que continha a história da sua infância. Isto arrancou-lhe mais do que um sorriso. Ali estavam a velha quinta e as fotos dos seus diversos amigos. Adorava a foto no tractor, quando tinha seis anos. Aquele álbum era um tesouro! Sentiu que Deus estava contente porque ele respeitava os seus pais e a sua educação, ao decidir levar aquelas fotos na sua viagem especial. Não sabia o que acabaria por fazer ao álbum mas, naquele momento, sentia que não podia deixá-lo para trás.
Depois, estavam os livros. Ah! Como os adorava! A sua Bíblia, gasta de tanto lê-la, tinha-o reconfortado em muitíssimas ocasiões. Embora não entendesse todo o conteúdo, sentia a sua energia espiritual. Tinha-a guardado cuidadosamente e era algo a que nunca renunciaria.
Depois, vinham os livros que lera durante a infância, a que atribuía grande significado. Eram apenas uns livritos de bolso, que relia periodicamente. Cada vez que os relia, recordava-se do que fizera naquela idade em que descobrira, pela primeira vez, essas maravilhosas histórias e personagens.
Finalmente, estava a grande aventura de Moby Dick, que leu quando já era mais velho, assim como a colecção de Sherlock Holmes, e os seus poemas favoritos, escritos por autores quase desconhecidos.Tanto os livros quanto as fotos estavam cuidadosamente metidos em duas maletas para poderem ser transportados mais facilmente. Isto permitia-lhe levar também uma bolsa de tamanho médio, capaz de guardar um par de sanduíches, num momento de penúria.
Mike sentiu que estava preparado, e sentou-se no chão do apartamento, agora vazio. Tinha uma almofada, o que lhe bastava para dormir. Estava preparado para defrontar-se com o dia seguinte. A ansiedade gerada pela ideia de ir iniciar a sua busca espiritual quase o impediu de dormir, pois a sua mente estava repleta das imagens do tudo o que tinha acontecido até ao momento… e outras coisas esperavam por emergir da memória!
Era provável que, no dia seguinte, começasse a sua viagem para Casa.

(1) - O bichinho pequenino e de orelhas grandes, instrutor de Luke, o herói da epopeia.

sábado, 28 de maio de 2011

A História de Michael Thomas e os Sete Anjos II

CAPÍTULO II

A Visão


Mike acordou num lugar desconhecido. Então, com um clarão na memória, lembrou-se de tudo. Vagandoao acaso, os seus olhos, descobriram que não estava no seu apartamento, nem sequer num hospital da cidade.
Tudo estava calmo. De facto, o silêncio era tão constrangedor que começava a ficar nervoso. Não ouvia nenhum outro som excepto o da sua própria respiração! Nenhum carro passava na rua, nenhum barulhode ar condicionado – nada, nada! Mike soergueu-se e conseguiu recostar-se na cama.
Olhou para baixo, e reparou que estava deitado numa estranha cama, pequena como uma marquesa. Não tinha pijama, e vestia exactamente a mesma roupa do dia em que fora atacado. Levantou a mão e tocou no pescoço. O seu último pensamento, enquanto ainda estava consciente, fora de que estava partido, mas, para seu alívio, não detectou nenhum sinal de fractura. Mike, na verdade, sentia-se muito bem! Apalpou-se em diversos lugares, e o mais estranho é que não tinha nenhum ferimento ou inchaço no corpo. Mas… aquele silêncio!
Estava a ficar louco por não ouvir qualquer estímulo para os seus ouvidos. A luz era estranha, também.
Parecia vir de lugar nenhum e de todos, ao mesmo tempo. Era de um branco brilhante – um branco
tão vazio de cores que feria os olhos. Então, decidiu examinar melhor o lugar onde estava.
Era assombroso. Não estava num quarto – e não estava ao ar livre! Só havia ele, a cama e o chão branco, que se estendia até onde podia ver. Deitou-se novamente. Sabia o que acontecera: estava morto. Não era preciso ser um cientista para reconhecer que o que estava a ver a e sentir não correspondia ao mundo verdadeiro.
Mas… por que ainda conservava o corpo?... Mike decidiu tentar algo absurdo. Beliscou-se para ver se sentia dor, e contraiu-se proferindo um forte Ai!
- Como te sentes, Mike? - perguntou uma calma voz masculina.
Mike imediatamente olhou na direcção da voz e viu uma figura da qual não se esqueceria para o resto da sua vida. Sentiu uma presença angélica, uma sensação de grande amor.
Mike sempre se perguntava primeiro o que SENTIA, e só depois o que VIA. Realmente, tinha o hábito de
descrever as suas experiências desta maneira quando era questionado, e, naquele momento, viu uma figura de branco, ameaçadora e esplendorosa ao mesmo tempo. Perguntou: «São asas, isso que estou a ver? Que banal!»… E sorriu para visão que tinha à sua frente, achando difícil de acreditar que era real.
- Estou morto? - perguntou estoicamente, mas com respeito, ao ser que estava na sua frente.
- De modo algum. - disse a figura, aproximando-se. «Isto é apenas um sonho, Michael Thomas.» A aparição aproximou-se ainda mais, aparentemente sem andar. Mike viu uma face velada, desfocada do «homem» em frente à sua cama, mas, de alguma forma, sentiu-se a salvo, seguro e protegido. Tudo o que podia fazer era continuar a conversa. Era uma sensação óptima!
A figura estava vestida de branco, mas não se podia dizer que usava roupa. A vestimenta parecia estar viva e movia-se com a figura, como se fosse a sua pele. A face era indefinida. Mike não conseguia ver nenhuma prega, botão ou vinco, onde a roupa acabava e a pele começava, apesar dessa estranha vestimenta não ser apertada. Parecia uma renda flutuando e, por vezes, parecia brilhar de forma vaga e indistinta. Além disso, aos olhos de Mike, essa veste branca parecia misturar-se com a incrível brancura que o cercava. Era difícil ver onde acabava a figura angélica e começava o cenário dos acontecimentos.
- Onde estou eu?... Parece uma coisa idiota, mas acho que tenho o direito de fazer esta pergunta, - disse
Mike em voz baixa.
- Estas num local sagrado. Um local que tu mesmo construíste, e está repleto de amor. É exactamente isso
que estás a sentir agora. - A angélica figura inclinou-se para Mike e pareceu emitir ainda mais luz.
- E tu, quem és...? - perguntou Mike respeitosamente, apenas com um fio de voz.
- Provavelmente adivinhaste. Eu sou um anjo.
Mike nem pestanejou. Sabia que aquela visão estava a dizer a verdade. A situação, apesar de estranha, era extremamente real. Mike percebeu tudo claramente.
- Os anjos são do sexo masculino?
Mike arrependeu-se imediatamente de ter feito a pergunta assim que a formulou. Que parvoíces lhe dava para perguntar! Era, obviamente, um dia muito especial. Se era um sonho, era tão real como jamais experimentara.
- Eu sou apenas o que tu desejas ver, Michael Thomas. Não sou uma forma humana. O que estás ver é apresentado desta forma para que te sintas confortável. Mas, não – os anjos não são do sexo masculino. Na verdade não temos sexo. E também não temos asas.
Mike sorriu novamente, pensando que o que estava a ver talvez fosse um produto da sua imaginação.
- Que aspecto tens realmente? - perguntou Mike, que começava a sentir-se com mais liberdade para conversar normalmente com esta criatura amorosa. - E porque é que o teu rosto está velado? - Esta era uma pergunta válida, dentro das circunstâncias.
- A minha forma iria surpreender-te. Além disso, sentirias uma estranha lembrança ao vê-la, pois também é a forma com que te pareces, quando não estás na Terra. Esta forma está além de qualquer descrição. Portanto, continuarei assim, por agora. Quanto ao meu rosto, vê-lo-ás em breve.
- Quando não estou na Terra?
- A experiência na Terra é temporária, mas tu já sabes isso, não? Eu sei quem tu és, Michael Thomas. És um ser espiritual que compreende a natureza eterna dos Seres Humanos. Já agradeceste uma infinidade de vezes por possuíres uma natureza espiritual, e aqueles que estão ao meu lado ouviram cada uma das tuas palavras.
Mike ficou em silêncio. Sim, ele tinha rezado nas igrejas e em casa, mas pensar que fora ouvido claramente era difícil de acreditar. Esta entidade no seu sonho conhecia-o?
- De onde vens? - perguntou.
- De Casa.
A entidade amorosa, agora, parecia estar a brilhar directamente em frente da pequena cama de Mike. A figura inclinou a cabeça de lado – e esperou pacientemente enquanto Mike assimilava tudo aquilo. Mike sentiu um arrepio subir e descer pela coluna vertebral. Um forte sentimento dizia-lhe que estava perante uma grande verdade e que um jorro de conhecimento lhe seria dado, se o pedisse.
- Tens razão! - respondeu o anjo aos pensamentos de Mike. - O que fizeres agora irá mudar o teu futuro.
Sabes que é assim, não é verdade?
- Consegues ler meus pensamentos? - perguntou Mike timidamente.
- Não. Podemos senti-los. O teu coração está ligado a todos, como sabes, e nós respondemos quando tu precisas de nós.
A situação estava a ficar cada vez mais misteriosa.
- Falas no plural. Mas eu só te vejo a ti.
O anjo riu-se abertamente… e o som era espectacular. Que energia tinha aquele riso! Mike sentiu cada célula do seu corpo ressoar com o humor que o anjo expressava. Tudo que o anjo fazia era novo, maior do que a vida e, de alguma forma, trazia uma lembrança que estava fundo no subconsciente de Michael. Estava atordoado com aquela vibração, mas nada disse.
- Eu falo contigo com a voz de um, mas represento as vozes de muitos. - declarou o anjo, enquanto levantava os braços, deixando a sua estranha veste flutuar e ondular com o movimento. - Há muitos ao serviço de cada Ser Humano, Michael. Isto tornar-se-á óbvio para ti, caso faças essa escolha.
- É claro que faço essa escolha! – gritou Mike. Como poderia um convite como aquele ser ignorado?...
Mas logo se sentiu embaraçado, como se estivesse a agir como uma criança perante um artista de cinema.
Ficou em silêncio durante algum tempo e viu o anjo mover-se para cima e para baixo, como se estivesse em cima de um elevador hidráulico. Reflectiu novamente sobre se tudo aquilo poderia ser o resultado do seu desejo de perceber as coisas, por ter assistido a filmes, ido à igreja, ou contemplado grandes obras de arte.
Estava tudo em silêncio novamente – e que silêncio! O anjo, obviamente, não iria partilhar informações a menos que Mike começasse a fazer perguntas:
- Posso saber qual é a minha situação?... Isto é realmente um sonho?... Parece tão real.
O anjo aproximou-se e disse:
- O que é um sonho, Michael Thomas?... Um sonho é uma visita à tua mente biológica e espiritual, que te permite receber informações sobre o meu lado do véu – algumas vezes metaforicamente. Sabias disto?... Um sonho pode não ser igual à tua realidade, mas, na verdade… está mais perto da realidade de Deus, do que qualquer outra experiência que tenhas regularmente! Como te sentiste sempre que o teu pai e a tua mãe participaram nos teus sonhos?... Não parecia real?... Parecia… e era! Lembras-te da semana após o acidente,
quando eles te visitaram?... Tu, como resposta, choraste durante semanas. Era a realidade deles. As suas mensagens para ti eram reais. Eles continuam a partilhar amor contigo, Michael, porque, tal como tu, são eternos. Quanto às perguntas sobre a tua situação, por que pensas que estás a ter este sonho?... Este é o único propósito desta visita. É algo lícito, que ocorre no tempo certo.
Mike estava contente com a longa conversa com este maravilhoso ser, que lhe parecia cada vez mais familiar.
- Será que me sairei bem desta situação?... Acho que estou seriamente ferido e inconsciente. Talvez até esteja a morrer.
- Depende. - disse o anjo.
- Depende de quê?
- O que é que realmente queres, Michael? - perguntou o anjo amorosamente. - Diz-nos o que realmente desejas. Mas tem cuidado com o que vais dizer, pois a energia de Deus, geralmente, é literal. Além disso, nós sabemos o que tu sabes. Não podes enganar a tua própria natureza.
Michael desejava ser honesto na sua resposta. A situação cada vez era mais real. Lembrava-se realmente dos sonhos nítidos que tivera com os pais, logo após o acidente. Eles apareceram juntos, nas poucas vezes em que conseguira dormir naquela semana terrível, e tinham-no abraçado e amado. Disseram-lhe que era o tempo certo para partirem – qualquer que fosse o significado. Mike, de facto, não tinha aceite o que acontecera.
E disseram que os eventos que culminaram com as suas mortes tinham acontecido para que Michael recebesse um presente. Ele sempre se perguntara que tipo de presente seria… mas aquilo era apenas um sonho, ou não?... O anjo dissera que era real. A experiência parecia-lhe tão verdadeira que talvez as mensagens dos pais também o fossem… assim como o anjo. «Como é confuso», pensou com frustração! «O que desejo eu?» perguntou a si mesmo. Considerou a sua vida e todas as coisas que tinham acontecido no ano que passara. Sabia o que queria… mas achou que não seria correcto pedir.
- Michael, ocultar os desejos mais íntimos não confirma a tua magnificência - disse-lhe o anjo em tom de brincadeira.
- Que chatice! - Mike disse para si mesmo. - O anjo apercebeu-se novamente do que estou a pensar. Não há nada que eu possa esconder. - Então, indagou:
- Se já sabes o que quero, por que vieste perguntar-me?... E que história é essa de eu ser magnífico?
Pela primeira vez, o anjo mostrou algo diferente de um sorriso. Era um sentimento de honra e respeito!
- Tu não tens ideia do que e de quem és realmente, Michael Thomas, - disse o anjo com seriedade. E acrescentou: - Achas-me maravilhoso?... Pois deverias ver como tu és!... Algum dia verás. Quanto ao facto de saber os teus pensamentos e sentimentos, é claro que sei. Sou uma parte do apoio que recebes e, portanto, estou contigo de muitas maneiras. É uma honra para mim aparecer para ti, mas, desta vez, é a tua intenção que vai trazer as mudanças. Tens agora a oportunidade de me dizer, ou não, qual é o teu maior desejo como Ser Humano neste momento. A resposta deve vir do teu próprio coração e ser dita em voz alta, para que todos possam ouvir – até tu! O que fizeres a este respeito, representará uma enorme diferença para muitos outros seres.
Mike deixou aquelas palavras penetrarem dentro dele. Teria de dizer a sua verdade, mesmo que não fosse exactamente o que o anjo queria ouvir. Pensou por um momento, e disse:
- Eu quero ir para Casa! Estou cansado desta vida como Ser Humano!
Pronto! Dissera tudo. Queria ir-se embora, e acrescentou emocionado:
- Mas não quero evitar algo que seja importante no plano de Deus… A vida parece não ter sentido, mas aprendi que fui feito à imagem de Deus, com um propósito… portanto, o que posso fazer?
O anjo moveu-se para o lado da cama, para que Mike pudesse vê-lo melhor. Era espantosa, essa visão, esse sonho ou o que quer que fosse. Iria jurar que sentia o perfume de violetas – ou seriam lilases?.. Mas, porquê flores? O anjo naturalmente tinha um perfume! E era mais maravilhoso ainda quando se aproximava.
Michael sabia de que o anjo estava contente com o diálogo. Podia sentir isso, mesmo que não conseguisse visualizar nenhuma expressão no rosto angelical.
- Diz-me, Michael Thomas: É pura a tua intenção?... Queres realmente o que Deus quer?.... Desejas ir para Casa, mas também estás ciente de um plano maior – não queres desapontar-nos ou actuar de uma forma espiritualmente errada?
- Sim, - disse Mike. - É isso mesmo. Quero livrar-me dessa situação, mas receio que o meu desejo seja uma contradição… ou seja egoísta.
- E se eu te disser que podes conseguir ambas as coisas? - perguntou o anjo com um sorriso. - E se eu te
disser que o teu desejo de ir para Casa não é egoísta, mas natural, e não está em conflito com o desejo de honrares o teu propósito enquanto Ser Humano.
- Por favor, diz-me como posso fazer isto, - pediu Mike, excitado.
O anjo tinha visto o coração de Mike e agora honrava-o espiritualmente pela primeira vez.
- Michael Thomas de Intenção Pura, a fim de determinar se é isto que queres, devo fazer mais uma pergunta antes de continuar a falar sobre o assunto. - O anjo moveu-se ligeiramente para trás e concluiu:
- O que esperas ganhar indo para Casa?
Mike meditou fundo sobre isto. O seu silêncio teria sido incómodo durante uma conversa normal entre pessoas, mas o anjo entendeu perfeitamente, sabendo que esta era uma hora sagrada para a alma de Michael Thomas. Pela medida do tempo na Terra, Michael ficou parado durante dez minutos ou mais, mas o anjo não se moveu nem disse nada. Não teve nenhuma demonstração de impaciência ou cansaço. Mike começava a
perceber que essa entidade não tinha realmente a percepção do tempo, e que a impaciência dos
Seres Humanos se devia à sua realidade do tempo linear.
- Eu quero ser amado e estar perto do amor, - foi a resposta de Mike. - Quero sentir-me pacífico durante a minha existência. - E depois de uma pausa: Não quero estar sujeito às preocupações e interacções triviais daqueles que me cercam. Não quero preocupar-me com dinheiro. Quero sentir-me solto! Estou cansado de estar sozinho. Quero sentir-me importante para outras entidades no Universo. Quero saber que existo com algum propósito, e que a minha parte no céu – ou qualquer que seja o nome – possa ser correcta e apropriada ao plano de Deus. Não quero continuar a ser um Ser Humano como tenho sido.
Quero ser como tu! -
Fez outra pausa e acrescentou.
- É isto que «ir para Casa» significa para mim.
O anjo deslocou-se outra vez para os pés da cama e comentou:
- Então, Michael Thomas de Intenção Pura, irás ter aquilo por que tanto te empenhaste!
O anjo parecia estar ainda mais brilhante, como se isso fosse possível! Exibia uma incandescente luz branca, que, agora, começava a misturar-se com uma cor dourada.
- Mas deves seguir o caminho que está previsto e deves fazê-lo voluntariamente, com intenção e por escolha própria. Então serás recompensado com a viagem para Casa. Farás isso?
- Sim, farei, - respondeu Mike. E percebeu o início de um sentimento incrível, que somente poderia ser descrito como um banho de amor. O ar começou a ficar denso. O brilho do anjo começou a rodear a cama e os pés de Mike. Arrepios começaram a subir-lhe pela sua espinha e, involuntariamente, começou a tremer com uma vibração rápida, como nunca sentira antes. Era tão rápido que parecia um zumbido. Subiu pelo corpo até a cabeça. A sua visão começou a mudar, com flashes momentâneos de azul e violeta, fazendo grande contraste com o branco intenso que estivera a ver desde que tudo começara.
- O que está a acontecer? - perguntou Mike amedrontado.
- A intenção que manifestaste está a mudar a tua realidade.
- Não entendo - disse Mike aterrorizado.
- Eu sei, respondeu o anjo num tom compassivo. - Não tenhas medo da integração de Deus no teu ser. É uma fusão que requisitaste e que é lícita para a tua Jornada para Casa.
O anjo afastou-se da estreita cama de Mike, como se quisesse dar-lhe mais espaço.
- Não te vás embora, por favor! - exclamou um Mike, ainda assustado e amedrontado.
- Calma. Estou apenas a ajustar-me ao teu novo tamanho, - disse o anjo, divertido. - Partirei apenas quando tivermos acabado.
- Continuo sem compreender, mas não estou com medo, - mentiu Mike.
Novamente o anjo se riu e encheu o espaço com uma ressonância que surpreendeu Mike com a sua alegria e intensidade de amor. Mike viu que ali não havia espaço para segredos, pelo que continuou a falar. Tinha de saber que sensação era aquela. E o anjo voltou a rir-se.
- O que acontece quando ris? Se alguma forma, isso afecta-me internamente. É algo que nunca senti antes.
O anjo, encantado com a pergunta, respondeu:
- O que tu ouves e sentes é um atributo que é puramente da fonte de Deus, - disse o anjo. O humor é uma das únicas qualidades que passam imutáveis do nosso lado para o teu. Já pensaste que os Seres Humanos são as únicas entidades biológicas da Terra que podem rir? Podes acreditar que os animais riem, mas estão apenas a responder a estímulos. Vocês são os únicos seres que têm a chispa real da sabedoria espiritual que dá suporte a esta propriedade; os únicos seres que podem criar humor a partir de um pensamento abstracto ou de uma ideia. Portanto, a tua consciência é a chave. Acredita-me, o humor é sagrado, e é por este motivo que cura, Michael Thomas de Intenção Pura.
Esta era a explicação mais longa que o anjo já lhe dera até ao momento. Mike sentiu que poderia conseguir extrair mais algumas jóias de verdade, antes que aquele momento passasse. E tentou avidamente.
- Como te chamas?
- Eu não tenho nome.
E o silêncio regressou numa longa pausa. - Ops! - pensou Mike, voltamos às respostas curtas.
- Como és conhecido? - continuou a investigar.
- Eu SOU conhecido por todos, Michael Thomas – e porque SOU conhecido por todos, logo existo.
- Não entendo - respondeu Mike.
- Eu sei - disse o anjo sorrindo. Mas este riso era uma homenagem à inocência de Michael, numa situação onde não se esperava que pudesse saber mais sobre o assunto – tal como um pai consentiria que o filho lhe fizesse perguntas perspicazes sobre a vida. Havia amor em tudo que o anjo dizia ou fazia. Mike sabia que tinha de parar de pressionar e ir directamente ao centro da questão.
- De que caminho estás tu a falar, querido anjo? - Mike sentiu-se desconfortável por ter utilizado a palavra «querido», mas, de alguma forma, tal expressão cabia à personalidade que estava à sua frente. O anjo era paternal, fraterno e amigo, e, simultaneamente, ainda transmitia a sensação de ser um amante. Este era um sentimento que Mike não esqueceria tão cedo. Queria permanecer nesta energia, e temia o pensamento de que ela poderia chegar a um fim.
- Quando voltares para a tua realidade, Michael, prepara-te para empreender uma aventura de vários dias.
Quando estiveres pronto, o início do caminho ser-te-á mostrado. Serás convidado a viajar para as sete Casas
do Espírito, e em cada uma delas encontrarás uma entidade parecida comigo, cada uma com um propósito diferente. O caminho poderá ter surpresas e até perigo, mas poderás parar sempre que quiseres, e não haverá nenhum julgamento sobre isso. Vais transformar-te durante o caminho e aprenderás muitas coisas. Serás convidado a estudar os atributos de Deus. Se visitares todas as sete lugares, então a porta para o Casa ser-te-á mostrada. E, Michael Thomas de Intenção Pura - o anjo fez uma pausa e sorriu - haverá uma grande celebração quando abrires essa porta.
Mike não sabia o que dizer. Sentiu uma espécie de alívio, mas também um nervosismo sobre a viagem para o desconhecido. O que iria encontrar? Deveria percorrer o caminho? Talvez isto fosse apenas um sonho sem pés nem cabeça. O que era verdade, em tudo isto?
- O que tens à tua frente agora é real, Michael Thomas de Intenção Pura, - disse o anjo que novamente tinha lido as emoções de Mike. - Retornarás para uma realidade temporária, construída apenas para os Humanos fazerem a sua aprendizagem.
Bastava que Michael tivesse uma dúvida, e o anjo logo a esclarecia. Mais uma vez sentiu que, de alguma forma, estava a ser violentado por este novo meio de comunicação, embora, ao mesmo tempo, estivesse a ser dignificado! «Num sonho - pensou Mike - estás em contacto com a tua mente. Portando, não pode haver segredos de ti para ti mesmo.» Talvez por isso fosse correcto manter a conversa com esta entidade que sabia o que ele estava a pensar. Além disso, Mike estava a experimentar exactamente o que o anjo dissera.
Começava a sentir-se confortável nesta «realidade onírica», e não lhe apetecia nada voltar para nada menor do que isto.
- E agora? - perguntou Mike hesitantemente.
- Já manifestaste a tua intenção de percorrer o caminho. Então, agora, vais regressar para o teu estado de consciência humano. Entretanto, há que destacar alguns pontos: as coisas não serão sempre como parecem, Michael. À medida que fores progredindo, estarás mais perto da realidade que estás a experimentar agora comigo. Portanto, é provável que tenhas de desenvolver uma nova maneira de ser – talvez um pouco mais...
- O anjo fez uma pausa - mais no presente do que costumavas estar, enquanto te aproximas da porta da Casa.
Mike não entendeu o que o anjo estava a dizer mas, mesmo assim, ouviu atentamente.
O anjo continuou.
- Existe outra pergunta que devo fazer-te já, Michael Thomas de Intenção Pura.
- Estou pronto - respondeu Mike, sentindo-se pouco seguro de si, mas honestamente pronto para seguir em frente.
- Qual é a pergunta?
O anjo moveu-se para mais perto dos pés da cama e disse:
- Michael Thomas de Intenção Pura, amas Deus?
Mike estava perplexo com a pergunta. «É claro que amo», pensou. Porquê esta pergunta?... E respondeu:
Se podes ver o meu coração e conheces os meus sentimentos, deves saber que amo a Deus.
Fez-se um silêncio… e pareceu-lhe que o anjo estava satisfeito.
- Claro que sim!
Foi a última frase que Mike ouviu dos indistintos lábios desta maravilhosa criatura que, obviamente, o amava muito. O anjo chegou perto de Mike e moveu a sua mão de tal modo que atravessou a sua garganta.
Como conseguia ele fazer isto? Imediatamente sentiu como se centenas de pirilampos tivessem voado para o seu pescoço e estivessem a alterar a sua personalidade. Não sentiu qualquer dor, mas, subitamente, vomitou.

A História de Michael Thomas e os Sete Anjos I

CAPÍTULO I

1 - Michael Thomas
Pedaços de acrílico preto voaram em todas as direcções enquanto Mike empurrava, com força demais, a caixa de «entrada de papéis» contra a parede do cubículo que era o seu escritório de vendas. Este era outro exemplo de um objecto inanimado que estava a suportar o impacto da raiva crescente de Mike perante a situaçãoem que vivia. De repente, uma cabeça levantou-se acima da planta artificial, empoeirada, à sua esquerda.
- «Está tudo bem por aí? - perguntou John do cubículo anexo.
As paredes de cada cubículo eram altas apenas o suficiente para permitir que cada pessoa achasse que tinhao seu próprio escritório. Mike colocara diversos objectos altos na sua escrivaninha, para iludir o facto de os seus colegas de trabalho estarem, permanentemente, a apenas um metro e meio de distância – todos eles fingindo estar sozinhos no seu «espaço», e tendo conversas «particulares».
O brilho da luz fluorescente, vinda do tecto acima dos cubículos, banhava Mike e os colegas com aquele tipo de falsa iluminação encontrada apenas em empresas e indústrias. Parecia absorver o vermelho do espectro visual, tornando todos pálidos… apesar de viverem na ensolarada Califórnia. Ter passado anos sem apanhar sol fazia com que Mike parecesse ainda mais pálido. «Nada que uma viagem às Bahamas não cure», respondeu Mike sem olhar para a planta, através da qual a cabeça de John tentava aparecer. John encolheu os ombros e voltou à sua conversa ao telefone.
Mesmo que as palavras tenham escapado dos seus lábios, Mike sabia que nunca iria às Bahamas, ganhando o salário de um vendedor a trabalhar nas «minas de carvão», como os empregados chamavam à fábrica para a qual trabalhavam. Mike começou a recolher os pedaços da bandeja de acrílico que tinha estilhaçado e suspirou – uma coisa que estava a fazer muito, ultimamente. Estava ali com que objectivo? Por que não sentia energia ou incentivo para melhorar a sua vida? O seu olhar parou no ursinho de pelúcia que oferecera a si próprio, e que dizia: «Abraça-me.» Ao lado do ursinho estava uma tira da sua banda desenhada preferida que mostrava o «pássaro azul da felicidade»: Mas, bem pelo contrário, ele estava a ter que lidar com a «galinha da depressão!»
Não importando quantas caras sorridentes ou desenhos ele pregasse nas paredes do seu cubículo, Mike continuava a sentir-se bloqueado. Estava a levar uma existência parecida com o trabalho da máquina de fotocópias do escritório: todo dia duplicando tudo, sem nenhum propósito. A frustração e a impotência que sentia deixavam-no com raiva e deprimido, e os sinais começavam a aparecer. O seu supervisor já tinha reparado nisso.

Michael Thomas tinha trinta e poucos anos. Tal como várias outras pessoas no escritório, «fazia o que era preciso para sobreviver». Aquele era o único emprego que encontrara onde não tinha de se preocupar muito com o que fazia. Podia, simplesmente, desligar-se durante oito horas por dia, voltar para casa, dormir, tentar pagar as contas pendentes durante fim-de-semana, e regressar ao trabalho às segundas. Mike apercebeu-se que só sabia o nome de quatro pessoas entre as trinta que trabalhavam naquele escritório de Los Angeles.
Não se importava com isso, e assim ficou cerca de um ano - desde o momento em que ocorrera aquele problemaemocional que lhe ferira o coração para sempre. Nunca tinha compartilhado essas memórias com ninguém, mas elas invadiam a sua cabeça quase todas as noites.
Mike vivia sozinho, se exceptuarmos o seu solitário peixe. Sempre quis ter um gato, mas o senhorio não permitia. Sabia estar no papel da «vítima», mas, como a sua auto-estima estava sempre em baixa, continuava a «massajar a ferida» em que se tornara a sua vida – mantendo-a intencionalmente aberta e sangrandopara se poder amparar nela. Não tinha mais nada que pudesse fazer, e sabia que não dispunha da energiapara mudar as coisas, mesmo se quisesse. Deu o nome de Gato ao peixe só por brincadeira, e conversava com ele sempre que chegava em casa ou antes de sair para o trabalho.
- Mantém a fé, Gato. – dizia Mike para o seu amigo, quando saída.
É claro que o peixe nunca respondeu.
Com cerca de um metro e noventa de altura, Mike metia respeito. Por isso sorria. O seu sorriso largo tinha um charme que dissolvia todos os pré-julgamentos que alguém pudesse fazer, com base na sua estatura. Não foi por acaso que se viu a trabalhar pelo telefone, onde os clientes não pudessem vê-lo. Era uma forma de negar propositadamente o seu melhor atributo – quase uma prisão auto-imposta, permitindo que mergulhasse no melodrama da sua situação actual. Mike sobressaía devido às suas habilidades pessoais, mas raramente as usava, a não ser quando era necessário por questões de trabalho. Não cultivava amigos por opção e, no actual estado de ânimo, o sexo oposto nem existia para ele – apesar de que as mulheres decerto teriam gostado dele. Os seus colegas de trabalho diziam:
«Mike, quando foi a última vez que tiveste uma namorada? Precisas de sair e encontrar uma boa moça. Muda essa mentalidade!» Depois, todos eles voltavam para as suas casas, para as suas famílias, cachorros e filhos adoráveis – e um ou outro também teriaum peixe. Mas Mike não conseguia imaginar como poderia começar o processo de reconstruir a sua vida
amorosa perdida. Decidiu que não valia a pena. Dizia para si mesmo:
- Encontrei a minha metade muito cedo, só que ela não sabia disso.
Nessa altura, estava muito apaixonado, sentindo todas as expectativas que vêm com o amor. Ela, por outro lado, estava apenas a divertir-se. Quando, finalmente, isso se tornou óbvio, foi como se todo futuro de Mike tivesse murchado e desaparecido. Ele amara-a com uma paixão singular, que, segundo acreditava, sentiria apenas uma vez na vida. Gastara todo o seu amor com ela… e ela tinha-o rejeitado!
Criado pelos pais numa fazenda na pequena cidade de Blue Earth, no Minessota, Mike tinha escapado de uma situação que considerava sem saída: cultivar produtos que, ou eram comprados por países estrangeiros ou armazenados indefinidamente em silos enormes, devido à superprodução. Desde muito cedo descobriu que a vida de fazendeiro não era para ele. Nem mesmo o seu país parecia valorizar essa profissão. Que vantagem teria? Acresce que não podia aguentar o cheiro de tudo o que o rodeava. Queria trabalhar com pessoas em vez de com animais e tractores. Tinha sido um bom aluno, e era absolutamente o melhor em qualquer coisa que envolvesse interacção com outras pessoas. Acabar por trabalhar em vendas era uma coisa
natural para ele. Não teve, por isso, qualquer problema em encontrar um emprego como vendedor de uma série de produtos e serviços, que podia representar com honestidade. As pessoas adoravam comprar coisas a Michael Thomas.
Olhando para o passado, para o que os seus pais, agora mortos, tinham deixado, apercebeu-se de que uma coisa ficara arreigada nele: a sua crença em Deus. «Grande coisa, esse sentimento agora», pensava amargamente. Mike era filho único. Os pais – seus amados mãe e pai – tinham morrido num acidente de viação alguns dias antes do seu 21º aniversário. Continuava a chorar a sua perda e mantinha à vista as suas fotos para se lembrar de como tinham vivido… e de como tinham morrido. Apesar de tudo, continuava a ir à igreja e seguia o culto, ao menos por mera formalidade. Quando o padre o questionava acerca do seu estado espiritual, Mike admitia abertamente a fé e a crença na sua natureza espiritual. Estava certo de que Deus era
justo e amoroso, embora não estivesse muito perto Dele no momento – pelo menos nos últimos anos, para dizer a verdade. Mike rezava sempre por uma situação melhor, mas tinha pouca esperança de que as coisas realmente mudassem.
Mike não era propriamente bonito, mas era bastante atractivo, pois herdara a postura altiva do pai. As mulheres achavam-no irresistível. O seu sorriso cintilante, o cabelo louro, o porte esbelto, o queixo quadrado e os profundos olhos azuis eram cativantes. Quem tivesse intuição apercebia-se que Mike era um homem íntegro.
Por isso, confiavam nele imediatamente. Dispusera de diversas oportunidades para beneficiar indevidamente de várias situações – tanto nos negócios, quanto no romance – mas nunca se aproveitou disso. Mike era um produto da consciência firme dos fazendeiros – um dos únicos atributos valiosos que trouxe da sua infância, passada na sua fria cidade natal.
Era incapaz de mentir e entendia intuitivamente quando outros precisavam de ajuda. Abria as portas para as outras pessoas ao entrar e ao sair do supermercado, respeitava e conversava com os mais velhos, e sempre dava aos pedintes, fossem homens ou mulheres, a moeda que eles pediam, mesmo que suspeitasse que poderia ser gasta em bebidas.
Sentia que todos deveriam trabalhar em conjunto para melhorar as coisas. Nunca entendeu por que razão, na cidade que tinha adoptado, as pessoas não conversavam nem se encontravam com os vizinhos. Talvez não precisassem de ajuda por causa do excelente clima. «Que irónico», pensou.
O seu único modelo feminino de mulher era a mãe; portanto, tratava as mulheres com o tipo de respeito que tinha aprendido com aquela mulher, sensível e maravilhosa, de quem tanto sentia a falta. Parte da sua tristeza, agora, derivava do sentimento de ter sido traído no único relacionamento «real» que tivera. Mas, na verdade, a experiência de Mike fora apenas o resultado de um choque cultural: o que era esperado por uma pessoa não foi concedido, e vice-versa. A garota da Califórnia, que tinha destroçado o seu coração, estava apenas a seguir o que acreditava ser a sua verdade acerca do amor. Porém, Mike não via as coisas assim.
Recebera outro tipo de educação… e não tolerava opiniões diferentes sobre o amor.
* * *
E é assim que a nossa história realmente começa.
Ali estava Michael Thomas com a sua auto-estima em baixa, regressando a casa numa noite de sexta-feira, pronto para se recolher no seu apartamento, uma espécie de estúdio de duas assoalhadas (casa de banho incluída!). Parou na mercearia para comprar alguns suprimentos de que precisava para sobreviver nos próximos dias. Há muito tempo descobrira que podia fazer render o dinheiro se comprasse as marcas genéricas e usasse sabiamente os vales de compras. Mas, qual era a sua verdadeira chave para a frugalidade?... Não comer muito!
Comprava comida enlatada, que não precisava de ser cozinhada. Assim, prescindia do fogão ou evitava pagar muito pelo consumo de energia eléctrica. Esta prática deixava-o desnutrido, com fome, e sem sobremesa…o que servia muito bem ao seu propósito de se sentir como uma vítima. Além disso, descobriu que, se comesse todos os alimentos directamente da embalagem, junto do lava-loiça, não precisava de lavar qualquer prato… coisa que detestava. E gabava-se como tinha resolvido problema, junto de John, o seu colega de serviço e único amigo. Sabendo dos hábitos de Mike, John comentou, de brincadeira, que Mike não tardaria a encontrar uma forma de não fazer nada – viver até sem apartamento – indo morar no abrigo mais próximo. John riu-se ao dizer isto e deu uma palmada nas costas do amigo. Mike, no entanto… pensou seriamente
em considerar a questão. Quando saiu da mercearia e foi para casa, já estava escuro. Uma neblina espessa ameaçava chuva para todo dia, tornando tudo escorregadio e brilhante à luz artificial dos candeeiros da rua, reflectidos nos degraus da entrada do apartamento. Feliz por viver no sul da Califórnia, Mike sempre se lembrava dos Invernos rigorosos em Minnesota, onde crescera. Durante a juventude, sentira uma paixão pela Califórnia, e jurou a si mesmo que escaparia do castigo daquele clima que toda a gente, simplesmente, aceitava.
E perguntava à mãe:
- Como é possível alguém viver num lugar onde se pode morrer congelado em dez minutos?
A mãe, olhando para ele, limitava-se a sorrir e respondia:
- As famílias ficam onde têm as suas raízes, sabes? Além disso, este lugar é seguro.
Aquele era o sermão de sempre, acerca de como Los Angeles era uma cidade perigosa e de como Minnesota era agradável. Isto só fazia sentido se a pessoa não acrescentasse «morte por congelamento»!
Mike não conseguia convencê-la de que o perigo dos terramotos era como a lotaria: poderia ocorrer durante a sua vida, ou não. Os penosos Invernos em Minnesota, no entanto… todos os anos eram infalíveis – uma ocorrência cíclica que se podia esperar com toda a certeza!
É inútil dizer que Mike saiu da sua cidade natal assim que terminou os estudos secundários, mudando-se para a Califórnia para frequentar a faculdade. Usou as suas capacidades de vendedor para financiar pessoalmente tudo que fez. Agora, porém, desejava ter ficado mais tempo em casa – para estar com a sua mãe e o seu pai durante os anos que antecederam o acidente. Achava que, na sua necessidade de escapar ao frio, se privara do convívio com eles. Por isso se sentia egoísta e infeliz.
Na penumbra, Mike subiu os degraus da frente até ao andar do seu apartamento e procurou as chaves.
Balançou o saco da mercearia e colocou a chave na fechadura. A chave entrou normalmente… mas foi aí, na noite daquela sexta-feira que o «normal» acabou para Michael Thomas. Do outro lado da porta tinha um presente – potencialmente uma parte do destino de Mike – algo que iria mudar a sua vida para sempre.
Devido à moldura deformada da porta, Mike aprendera a usar o peso do corpo para ajudar a abrir a teimosa fechadura do quarto. O resultado era a porta ser aberta sempre à força. Mike tinha aperfeiçoado o método de segurar o saco da mercearia apoiado no quadril, deslizar a chave na fechadura, virando-a e empurrando com o pé ao mesmo tempo. Esta manobra exigia um certo balanço dos quadris e, embora desse resultado, John tinha comentado que era algo muito estranho de se ver!
A obstinada porta abriu com o impacto dos quadris de Mike, assustando ladrão que estava dentro do quarto às escuras. Com a rapidez de um gato e anos de experiência de lidar com o inesperado, o estranho, um palmo mais baixo do que Mike, atirou-se instantaneamente para frente, agarrou-lhe o braço e puxou-o para dentro da sala. Como a inusitada forma de abrir a porta já o desequilibrava naturalmente, foi fácil para o ladrão derrubá-lo, apesar da desvantagem física. As compras foram atiradas com tanta força contra a parede oposta que as tampas das embalagens abriram-se. Antes de alcançar o chão, Mike, surpreendido e com todos os sinais de alarme a soar no seu corpo, ouviu a porta a fechar-se atrás de si… ficando o ladrão do lado
de dentro! De relance, reparou que a sua cara iria direito a um pedaço de vidro partido, resultado da janela estilhaçada por onde entrara o pequeno homem.
Este é um daqueles momentos que ficam gravados na mente, como se o tempo parasse ou andasse lentamente.
Mas tal não foi o caso de Michael Thomas: os segundos voaram num tempo compacto, enevoado,
criando um grande pânico. O homem que arrombara o apartamento estava determinado em continuar a sua busca e remover o aparelho de TV e o estéreo, certamente não se importando com o que aconteceria com a sua vítima. Portanto, assim que Mike caiu no chão, o ladrão, com as mãos suadas, já estava em cima dele.
Parecia que um torno lhe apertava o pescoço. Os seus grandes olhos estavam somente a alguns centímetros dos de Mike… que podia sentir e cheirar o hálito quente e pesado do ladrão no seu rosto, e o peso dos quadris no seu estômago. Reagiu instintivamente, como qualquer outra pessoa que estivesse para morrer, e tentouum golpe que podemos ver em qualquer filme de segunda classe. Apesar da sua desorientação, atirou a cabeça para frente com toda a força contra a do ladrão. Funcionou. O assaltante, surpreso com a força do movimento, relaxou um pouco as mãos o que permitiu que Mike rolasse rapidamente para o lado e tentasse levantar-se. Antes de se equilibrar, no entanto, o ladrão atacou novamente. Desta vez aplicou um forte soco no estômago de Mike, que foi praticamente atirado para cima com o impacto, indo cair de costas sobre a sua esquerda e bater brutalmente contra algo grande, que vagamente lhe pareceu ser o aquário. Com um barulho terrível, o móvel, o aquário e o solitário peixe misturaram-se com as compras, no chão da pequena sala.
Mike sentia muitas dores e estava sem fôlego. Ainda arfava – tinha os pulmões em fogo pela falta de oxigénio– quando, com olhos esbugalhados, viu uma bota - que parecia maior que o estado de Montana - vir na sua direcção. O assaltante, agora, estava a sorrir.
Aconteceu muito depressa: a bota achou o alvo e Mike sentiu e ouviu os ossos da garganta e do pescoço fazerem um barulho horrível. Engasgou-se com horror, sabendo que a passagem de ar estava danificada, e até, talvez, a coluna vertebral. Todo o corpo reagia ao estalar e pulsar do pescoço mutilado. Entrou em choque ao sentir a realidade da situação. Era isso: a morte estava perto! Tentou gritar, mas a voz não saía. Mike não conseguia respirar, e a visão escureceu. Tudo ficou quieto. O ladrão apressava-se a concluir a sua noite de trabalho, não se preocupando com o homem imóvel no chão, quando foi novamente surpreendido por alguém que batia freneticamente na malvada porta do apartamento.
- O que está a acontecer aí?... Está tudo em ordem? - perguntava um vizinho.
O ladrão praguejou pela falta de sorte e dirigiu-se rapidamente em direcção à janela partida. Para desimpedir a saída retirou alguns cacos de vidro que ainda restavam e saltou para fora do prédio.
O vizinho de Mike, que, na verdade, nunca se encontrara com ele, ouviu o som de mais vidro a partir-se e decidiu virar a maçaneta da porta. Por estar destrancada, entrou. Encontrou o apartamento todo revirado, e um homem a fugir pela janela partida. Movendo-se cautelosamente no escuro para evitar a TV e o estéreo estranhamente colocados no meio da sala, o vizinho acendeu a luz de uma simples lâmpada pendurada no
tecto.
- Oh meu Deus! – ouviu-se a dizer com a voz embargada pela comoção.
Num segundo, já estava ao telefone a pedir ajuda. Um Michael Thomas seriamente ferido e inconsciente estava deitado no chão. Na sala reinava o sossego, agora. O único som era o barulho do peixe a debater-se, perto da cabeça de Mike. Gato contorcia-se entre os legumes e o monte de comida pré-cozinhada – uma mistura repugnante que começava a ficar vermelha ao misturar-se com o sangue que escorria dos ferimentos de Mike.

LIVRO 5 A viagem para Casa


A História de Michael Thomas e os Sete Anjos
Lee Carroll

A história de michel Thomas é uma parábola lindíssima. colocarei os capítulos em posts separados para melhor apreciação.

INTRODUÇÃO

No dia 8 de Dezembro de 1996, Kryon sentou-se diante de mais de 500 pessoas em Laguna Hills, Califórnia, durante o encerramento de um seminário. Numa sessão para contar histórias, que durou cerca de umahora, a caminho de Michael Thomas foi apresentada – um caminho nascido do desejo de um Ser Humano,cansado da Terra, se juntar à sua família espiritual e retornar para o Lar.

O próprio nome Michael Thomas representa os atributos sagrados e incríveis do Arcanjo Miguel (Michael) e as velhas energias de São Tomé (Thomas), o Incrédulo. Esta combinação representa muito do que nós sentimos como seres espirituais, embora sempre duvidando da nossa capacidade para nos movermos para a frente em direcção a um novo milénio, que apresenta novas demandas espirituais de crescimento e desafiosameaçadores.

A caminho de Michael para o Lar revela-nos, aos poucos, uma aventura através de sete Casas coloridas,cada uma ocupada por um Grande Anjo. Cada Casa representa um atributo da Nova Era, que nela está inserido como sabedoria, ensinamento, bom humor e uma visão interior daquilo que Deus quer que saibamos sobre nós mesmos. Ganhamos, também, uma visão da maneira como as coisas funcionam enquanto nos movemos através do novo paradigma da Nova Era.
Avançando para um movimentado e surpreendente final, a caminho de Michael Thomas revela aos homens uma mensagem cheia de instruções de amor, vindas de uma fonte espiritual que frequentemente deseja «lavar os nossos pés».

Se você alguma vez já perguntou a Deus: «O que desejas que eu saiba?» – A resposta talvez seja o que está aqui!
Junte-se a Michael Thomas na sua excitante caminhada. Pode ser que ela o leve a lembrar-se do seu próprio caminho.
Dedicado àqueles que compreenderam
que os homens têm o poder de mudar as suas vidas,
e que as coisas nem sempre são o que parecem!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mudanças na Terra


Trecho retirado do livro "Alquimia do espírito humano" de Lee Carrol
cap. 1 (Alquimia humana)

Nenhum Humano dá as boas-vindas ao tipo de mudanças que pode desencadear um cataclismo planetário. Tal como mencionei anteriormente, o Humano e a Terra não só estão relacionados, mas também são interactivos, sendo considerados como uma só entidade. Quando as entidades universais referem “Terra”, dão a entender, na realidade, a terra física e as pedras do planeta, os Humanos que nela vivem e as outras entidades, presentes para apoiar o conjunto. Tudo isto é visto como um só sistema, e as medições da vibração do planeta incluem tudo isso. Não se pode elevar a vibração dos Humanos, sem elevar, também, a vibração da Terra. No passado, falei do facto de terem de considerar a Terra como parte da vossa vida. Os antigos sabiam disso e celebravam o planeta sempre que surgia uma ocasião. Também tinham muito cuidado em criar um equilíbrio quando utilizavam os recursos, devolvendo-os a cada oportunidade. Neste momento, não irei falar deste assunto (pois já dispõem dessa informação), mas recordarei, uma vez mais, porque é que o planeta tem de mudar fisicamente.

[L3:C01:03] - A Rede Magnética é algo que afecta a vossa dualidade. Está construída para permitir que reconheçam boa parte do vosso poder espiritual e para verem uma parte considerável do vosso “si mesmo real”. Os novos ajustes feitos na Rede estão relacionados com a vossa dualidade mas são um atributo do planeta. Mais uma vez vos convido a aperceberem-se da lógica que está por detrás de tudo isto. Por que seria necessário ajustar um atributo físico da Terra para vos transformar? A resposta deveria ser evidente: porque a Terra é como se fosse vosso pai e sócio simultaneamente. Os dois, a Terra e vós, são como viajantes simbióticos
através da galáxia, e necessitam contar com o respeito mútuo permanentemente. A alteração da Rede afectará a Terra. No passado, já referi o facto de a Rede Magnética do planeta estar a ser mudada; também referi que o Sol é como um motor para a Rede. De momento, porém, este facto não está a ser levado muito a sério, pois trata-se de uma verdade da qual a ciência terrestre ainda não se apercebeu. Só mais tarde, quando começarem a enviar e a receber mensagens intergalácticas, ficará claro o papel que o Sol interpreta... pois todas as comunicações far-se-ão através dele, passarão pela Rede e pelas novas portas, criadas para o efeito. À medida que a Terra for mudando, também os Humanos mudarão. Os terramotos, a meteorologia, a actividade vulcânica podem, realmente, definir os vossos estados de ânimo e alterar as vossas personalidades. “A começar pelo medo de morrer”, poderão dizer. Mas o tipo de mudança
de personalidade de que falo é que um terramoto, ocorrido do outro lado do mundo, pode fazer com que vocês se transformem, estejam onde estiverem. Não podem explicar por quê, mas a verdade é que se sentem incomodados. Esta sensação não decorre de uma preocupação com a vossa segurança, mas de uma ansiedade relativa ao próprio planeta (porque começam a estar sintonizados com ele). Alguns estão a adquirir uma consciência planetária, pela primeira vez na sua vida. Muitos nunca pensaram nestas coisas, até há aproximadamente um ano, e, agora, sentem-se algo mais do que casualmente interessados pelo que está a acontecer na natureza. O que podem fazer em relação a estas mudanças? Permitam-me explicar, novamente, que se trata de um período de transição, que terminará dentro de oito anos. Durante este período, pode ser que se sintam muito tranquilos em relação a essas mudanças, mas alguns serão apanhados de surpresa.
1) Assumam a responsabilidade pelo acontecimento que seja adequado ao novo caminho do planeta. Isto não significa que tenham que assumir a responsabilidade pela morte, pela destruição, pela correcção; significa assumir que fazem parte de um todo e que esse todo está a experimentar um crescimento. Por consequência, é correcto e esperado, não é um “ponto final”. Os antigos sabiam muito bem como fazer isto. Depois de muitas e grandes catástrofes que assolavam a Terra e acabavam com a vida, dificultando, inclusive, a procura do alimento, celebravam o acontecimento como um ciclo de crescimento, dentro de uma visão geral de como funcionavam as coisas. Que sabedoria estava encerrada nesta atitude! Há muita ironia no facto de, presentemente, se encontrarem perto de descobrir a verdade através da ciência... quando foi a ciência que vos separou da Terra. Tratem de ajudar quem vos rodeia a compreender este
conceito, para que não odeiem a Terra por causa do que acontecerá durante o período de mudança.
2) Não se sintam vítimas de nada que vos aconteça. Acaso são capazes de, ao encontrarem-se no meio de acontecimentos terríveis e de momentos de muita dor, aperceberem-se de que estão a enfrentar-se com o que ajudaram a planificar? Algumas da parábolas de Kryon, incluídas mais adiante neste livro, tratam precisamente disto. Você tem uma alternativa, quando se
encontra diante das lições que deve aprender: pode ser uma vítima ou um vencedor. Isso depende de si. O Humano da Nova Era compreende completamente a diferença entre essas duas atitudes e sente-se em paz com ela. Deus (ou o planeta) não conspira contra os Humanos para os converter em vítimas. Poderia perguntar. Então como posso sentir-me seguro?... A questão da comunicação com o Espírito não é: “Como posso sentir-me seguro?”, mas sim: “Como é que os meus filhos podem estar seguros?” A energia criativa da qual passaram a dispor, deveria dizer:
Eu co-crio, em nome do Espírito, a capacidade de estar no âmago do meu contrato. Não existe, para si, um lugar mais aprazível do que este. Lembre-se: desejamos que fique e realize o seu trabalho, tal como muitos outros estão a fazer. Isto significa que, para si, é muito melhor permanecer na Terra e continuar o trabalho de iluminação espiritual, do que desencarnar, regressar e gastar outros 20 anos para voltar a crescer. Acaso isto faz sentido para si?... Embora não possa saber o futuro, pode co-criar a capacidade para estar no lugar certo no momento certo (ainda que não saiba onde está esse “lugar certo”). Talvez isto lhe pareça estranho, pois é como fazer planos para empreender uma viagem, sem conhecer o destino. Apesar de tudo, é assim. Este aparente quebra-cabeças tem que ver com a Nova Energia e com o viver no “agora”, e não com a forma como costumava ser. Antes, a sua felicidade dependia de uma visão linear da vida e do conceito de que deveria estar sempre a preparar-se para aquilo que acreditava que iria surgir-lhe no caminho. Por outras palavras, para si, o “lugar doce” é, também, um lugar seguro. O facto de cumprir o contrato coloca-o no alinhamento perfeito.
Meus caro, o melhor que pode fazer pelo planeta é reconfortar os outros, durante o período de mudança da Terra. A ferida do coração é a mais dolorosa de todas e o medo é o inimigo da Nova Era. Quando se der conta do potencial de paz existente na turbulência, e quando puder praticá-lo por si mesmo, então irá sentir-se capaz de o oferecer livremente aos demais. Quando as coisas se complicarem, haverá muitos, alguns dos quais você nunca imaginou, que chegarão a sua casa com os rostos angustiados de medo. Quererão conhecer o segredo da sua paz; pedirão respostas para perguntas que você terá a sensação de não saber. Compartilhe com eles a mensagem de amor pelo planeta; compartilhe aquilo que souber sobre estes tempos, assim como o apreço que o Espírito tem por eles. Ofereça-lhes a esperança do futuro que Kryon está a oferecer, a si,
neste momento. Não pode fazer nada mais singular e grandioso do que isto. Quando fizer isto, muitos serão os que estarão, precisamente, no âmago do seu contrato, e aperceber-se-ão, pela primeira vez, de que o seu caminho é compartilhar o amor. É tão fácil, como é potente.

Todos conhecemos o vosso caminho, e permanecemos mergulhados no respeito.
Todos são amados com muita ternura.
E assim é.
Kryon

sábado, 31 de julho de 2010


A NONA CAMADA DE CURA DO DNA

Uma mensagem de Kryon, canalizada por Lee Carroll

14 de Maio de 2010, em Moscou, Rússia.


Saudações, queridos. EU SOU KRYON do Serviço Magnético. Há alguns que dizem que isto acontece muito rapidamente: um Ser Humano cruzar o véu como vocês viram. Eles dizem que deveria levar mais tempo, como costumava em uma velha energia. O que vocês vêem agora é um homem que nunca fecha a porta ao seu Eu Superior.

É um acordo que eu tenho com ele, assim não é uma situação onde ele tenha que se sentar e preparar, mudar a sua atitude ou invocar os anjos. Eu estou sempre com ele e sempre preparado. Alguns de vocês viram isto até nas palestras que ele dá, pois algumas delas são as que eu dou. (Kryon sorri). Esta é a fusão da qual falamos. Não se trata apenas de canalizadores. É uma fusão onde o eu multidimensional se une ao eu físico, e nisto há comunicação. Este é o processo que ensinamos que se torna uma intuição reforçada para o Humano. É um processo que permite que simples Seres Humanos se tornem Mestres. Não é que eles saibam o que está vindo logo em seguida, mas eles têm um senso intuitivo do que fazer a seguir – fora da 3D. Eles têm um senso intuitivo daquilo com que não se preocupar. Eles têm um senso intuitivo do amor de Deus.

A mensagem desta noite é diferente. Ela será sobre a biologia e se ajustará perfeitamente ao que chamamos de DNA quântico. “Kryon, por que você fala sempre sobre o DNA?”, muitos perguntam. “Nós queremos ouvir sobre coisas espirituais. Queremos ouvir sobre coisas angélicas. Você continua falando sobre química”. Se é isto que vocês pensam, não ouviram com muito cuidado.

Há um campo ao redor de cada um de vocês que é completa e totalmente multidimensional. Este campo é gerado por cerca de 100 trilhões de pedaços de química, chamado de DNA. A Ciência ainda não sabe como eles se comunicam e a ciência não pode ver as propriedades multidimensionais dentro dele. Eles não vêem os atributos quânticos do DNA na totalidade.

O DNA “sabe” quem são vocês. Uma centena de trilhões de moléculas de hélice dupla do DNA são todas idênticas em seu corpo. Elas formam um campo ao redor do que tem aproximadamente oito metros de largura, e tem um nome em hebraico: Merkabah. É isto o que é. O DNA representa o elemento sagrado em vocês.

UMA BREVE REVISÃO

Deixem-me fazer uma breve revisão antes de continuar com a informação que lhes daremos nesta noite. Vocês pensam que o DNA é químico. É, mas somente cerca de 3% dele é químico na 3D. O resto é informação multidimensional, escondida em uma química aparentemente aleatória. A Ciência vê isto de sua própria maneira, pois observa a hélice dupla, onde há três bilhões de partes químicas em cada molécula do DNA. Cada laço ativo do DNA tem três bilhões de substâncias químicas. Mas quando a Ciência olha para esta química, ela somente vê 3% do que realmente nada faz. Este 3% é o sistema linear que cria todos os genes no corpo Humano.

Todo o resto da química não é compreendido, representando mais do que 90% de todo o seu DNA, pois a ciência está sempre procurando a linearidade. Eles querem examinar as coisas que eles esperam em sua própria realidade. Mesmo depois que eles viram estes 90% como um aparente mistério, eles continuaram a se concentrar somente nos 3%, pois pareciam fazer todo o trabalho. Ser Humano, se você tiver uma consciência linear, é tudo o que verão – sistemas lineares e comportamento linear. É sobre isto que queremos lhes falar nesta noite.

O ÚNICO MODO DE ENSINAR COISAS MULTIDIMENSIONAIS

No estudo do DNA, trazido a vocês aqui durante quatro anos (Moscou), meu sócio lhes trouxe todas as 12 camadas e a informação que elas representavam. E neste ponto no tempo, ele explicou o ensinamento de Kryon em relação ao DNA. Dentro desta explicação, ele lhes deu a informação de que não há realmente 12 camadas, sob qualquer condição. Ao invés disto, há 12 energias que são interativas. Assim, se aprenderem o que está no DNA, tem que ser dividido de um modo linear para fins didáticos – portanto, as 12 lições.

E se eu lhes der toda uma canalização sobre o amor? Quantas partes e pedaços vocês acham que estão apaixonados? Comecem a fazer uma lista. Observem todos os tipos de amor que há, os sentimentos diferentes, as emoções diferentes, as complexidades – mas isto é apenas para estudá-lo, não é? Quando vocês amam alguém, não estão pensando nas partes ou na seqüência de uma lista!

Quando vocês falam sobre o amor, é realmente um grande tema. Assim, estudá-lo é uma coisa, experienciá-lo é outra. O DNA somente pode ser explicado se o linearizarmos, pois os Seres Humanos não podem examinar algo que esteja além de sua capacidade dimensional de compreender. Vocês alcançaram um limite da lógica e os conceitos caem em ouvidos surdos, em uma consciência desatenta, pois não há compreensão. As coisas que não estão em sua realidade, são inconcebíveis para vocês. Assim, todo o estudo de um aspecto multidimensional tem que ser colocado em uma linha reta. É por isto que lhes demos as metáforas e os exemplos, e porque dividimos os atributos multidimensionais em três partes na 3D.

Dentro das 12 energias do DNA, há várias que são muito interessantes para a humanidade. Meu sócio está agora canalizando as últimas páginas do livro sobre este tema. Durante mais de cinco anos, eu estive lhe dando esta informação muito, muito lentamente, de modo que ele pudesse colocá-la na forma linear e torná-la compreensível para vocês. Assim, nesta noite, nós gostaríamos de levá-los em uma jornada em apenas uma das energias do DNA. E esta energia tem o número nove em torno dela.

Em um ensinamento linear, nós a chamaremos de Nona Camada do DNA. Ao mesmo tempo em que dizemos isto, nós lhes diremos que não há tal coisa como a Camada Nove do DNA! Ela está somente na lousa na escola que ensinamos hoje, assim a Camada Nove aparece. É somente nos ensinamentos que ela se torna linear. Os números atribuídos às camadas são energias e apenas dicas numerológicas, cada uma delas. Quando começarem a ler o livro que o meu sócio está preparando, verão isto. Não há “uma à 12. Elas estão todas juntas em uma sopa de informação energética que se interagem.

Nós demos um exemplo da camada número nove, porque este final de semana em particular, está concentrado nos atributos dos quais queremos lhes falar. Agora, meu sócio, eu quero que vá devagar aqui. (Instruções à Lee). Ainda que eu lhes tivesse dado estas coisas em publicações, há algumas coisas novas a serem reveladas aqui, como exemplos para a aprendizagem.

A MUDANÇA ESTÁ AQUI

Vamos falar do corpo Humano e um atributo que é o mais interessante para muitos – a cura. Assim chamaremos de Camada Nove, a Camada da Cura. E eu me empenharei o máximo possível, através do meu sócio, para explicar algo que é inexplicável.

Há algo acontecendo em seu corpo, algo com que nasceram. É algo muito antigo e muito velho, e está começando a despertar. Está acontecendo uma mudança no planeta. É a mudança da qual falou os Maias, e é um tempo fractal do potencial para o despertar da consciência – a habilidade de vibração mais elevada no pensamento humano do que nunca antes tivera. Isto cria o potencial de uma aliança com o seu Eu Superior. Muitos de vocês estão tendo pensamentos que são bem elevados. Vocês estão começando a descobrir aquilo que está em vocês e que nunca tinham pensado antes. Assim eu reforçarei isto nesta noite e lhes falarei sobre um belo sistema de duas partes.

O PODER DO DNA

O DNA funciona assim: Há uma forte dualidade presente. Ou seja, há uma parte que é linear e uma parte, multidimensional. A parte linear é fácil e simples, e ocupa menos do que 5% do todo. A parte multidimensional é a maior parte do DNA, complexa e difícil de ensinar. Seu Registro Akáshico está lá – isto é, um pacote energético de informações das existências que vocês já viveram aqui. Aquilo que lhes foi dado pelos Pleidianos está lá. O Eu Superior está lá. Tudo o que vocês chamam de espiritual, está lá. O DNA é espiritualmente inteligente, mas desde que vocês estejam vibrando a um nível elevado que lhe permita funcionar plenamente. É por isto que a maior parte da humanidade está consciente somente dos 3% do DNA, não dando credibilidade à outra parte, sob qualquer condição.

Vamos falar daquilo que é saúde e cura. Lentamente, por mais do que 20 anos neste planeta, vocês estão recebendo novas ferramentas para trabalhar com este atributo do DNA multidimensional. Oh, os curadores na sala, eles sabem disto! Eles sabem o que acontece a um curador que está diante de um Ser Humano. O curador e o paciente estão na mesma sala, e os dois campos do DNA têm oito metros de largura. O curador fica em frente daquele que será curado e os campos se sobrepõem. Quando eles falam um com o outro, pode haver informação transferida. Nesta transferência está o conhecimento – conhecimento de tudo, reagindo de um modo quântico, atemporal. E aqueles nesta sala sabem como é isto, porque eu sei quem está aqui. Eles estão recebendo intuição sobre o que o seu paciente precisa – a partir do DNA do paciente!

O curador pode se tornar um dos melhores médicos multidimensionais na Terra, porque as partes sobrepostas, multidimensionais estão lá dentro do DNA e projetadas para serem inteligentes. É por isto que a medicina de hoje é reativa. Ou seja, é química colocada no corpo e ocorre uma reação química na 3D.

Mesmo assim, é surpreendente o que vocês fizeram com a cura química que vocês têm. Mas é assim que é observado. Não há credibilidade para um corpo inteligente. Na verdade, a medicina alopática é realmente desonrosa. Ela afirma que o corpo não sabe e precisa de ajuda. Parece que o corpo ali está: inconsciente e estúpido. E quem pode culpá-los, realmente, se na 3D parece assim?

DNA – PROJETADO PARA OPERAR EM MUITAS DIMENSÕES

Permitam-me explicar um pouco sobre a Camada Nove e sobre o cenário duplo de cura no corpo Humano e do incrível auto-diagnóstico disponível dentro do DNA.

Primeiro, vamos observar juntos do lado linear. Aqui você está, Ser Humano. E se você tivesse um vírus agora? Será que o seu corpo lhe diz? E se você tivesse um crescimento surpreendente e ameaçador do câncer, unindo-se a um órgão? O seu corpo lhe diria? Vocês não acham isto perturbador? Não é estranho que tenham que ir a um médico para encontrar estas coisas através de testes? Isto não clama a nível celular: “Há algo sendo omitido?” Realmente, há, e o que está sendo omitido é 90% da informação quântica no DNA que foi concebido não apenas para conhecê-lo, mas cuidar dele. Mas isto não está funcionando.

O DNA foi projetado para operar em duas partes, bem como a química que tem sido relacionada no genoma humano. Menos do que 5% é linear e a maior parte está esperando para ser ativada. Pensem nisto como 5% sendo o mecanismo do genoma e 95%, as instruções para que este mecanismo funcione.

A primeira parte do sistema imunológico é linear. Esta é a parte que vocês conhecem e a parte com a qual a medicina interage, como vocês a conhecem hoje. Os outros 90% pode somente ser ativado com energias multidimensionais – energias que vocês conheceram no passado, mas que se perderam.

Agora, esta é uma informação antiga. Os antigos podem não ter um conhecimento específico sobre o DNA, mas eles sabiam que havia princípios esotéricos que poderiam realizar a cura. O que vocês acham que são os meridianos do corpo, e quantos há? Eles aparecem nos raios-X? Não. Eles são reais? Sim. Há doze deles. Cada um deles representa o tipo mais simples de portal multidimensional do corpo Humano para acessar a “inteligência” do DNA. Durante milhares de anos, a humanidade conheceu isto. Agora, como vocês usam isto em sua “medicina moderna”?A resposta é que vocês não usam, pois a medicina moderna o vê como uma velha tradição de ignorância.

O que é a acupuntura ou outros sistemas semelhantes que tratam destes meridianos? Estes são transmissores de informação energética para as partes inteligentes multidimensionais do DNA. Eles ajudam a permitir que o corpo se cure com a sua própria série de instruções para a sua própria química, ao invés de estragá-lo com química externa, como se o corpo fosse ignorante e precisasse de ajuda.

Deixem-me lhes dar algo que vocês não pensam: Homeopatia. Vocês poderiam dizer: “Bem, isto é realmente química”. Realmente? Vocês acham que uma tintura, uma quantidade quase imensurável de química, inserida no sistema do corpo, seja reacionária? A pesquisa médica diz que a homeopatia é um “sistema reacionário impossível” e que uma substância que representa somente algumas partes em um milhão, não pode ter um efeito no sistema Humano. Isto é porque é somente um sinal de “informação” ao DNA multidimensional. Na sua forma mais simples, ela dá ao corpo informação para ajudá-lo a compreender o que fazer. É um sinal de intenção que afirma que o DNA é inteligente e somente precisa de informação, não de química, para se curar.

Há uma tremenda energia de cura na Camada Nove do seu DNA, à espera de instruções quânticas para mudar sistematicamente o seu próprio projeto. Pelo fato do DNA operar de modos multidimensionais, nem tudo é lógico a sua compreensão. Pensem em um efeito real na física quântica. Pequenas partículas se comportam muito estranhamente, e não em 3D, sob qualquer condição. Os experimentos mais simples com a luz (experimentos com dupla abertura) mostram isto. A luz pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. A Luz pode até ser observada ao mudar o seu estado de ser de uma onda a uma partícula, simplesmente pelo ato de tê-la observado por um Ser Humano. O que isto lhes diz sobre a Luz? Ela é multidimensional e mais inteligente do que vocês pensam. Bem, assim é a sua biologia!

Trata-se do tempo que vocês ouviram. Eu lhes revelarei as mais fortes energias disponíveis ao DNA multidimensional: a consciência Humana. Vocês têm uma consciência sagrada no campo do DNA que mencionamos antes. Sua consciência pode falar à estrutura celular do seu próprio corpo em uma base diária. Ela pode fortalecer o seu sistema imunológico e afugentar a doença, pois a energia da consciência Humana é realmente somente energia de “informação”. Ela envia instruções para que o seu corpo mude.

Eu quero lhes dar alguns exemplos. Eu quero lhes mostrar estas coisas que estão acontecendo. Em 1987, a Convergência Harmônica começou a onda do tempo fractal em que vocês estão agora. A mudança da consciência que foi anunciada através das eras está sobre vocês, e aqui estão nela, mais do que vinte anos depois. Quase todos que viriam a uma reunião assim, sabem que isto é, realmente, o que está acontecendo. Olhem hoje para vocês. Agora olhem há 30 anos (falando para observarem a cultura Russa). Algo aconteceu, não é? De algum modo, uma consciência muito antiga e consistente, mudou e se transformou – e assim, o seu modo de vida. Tudo isto faz parte do cenário do qual lhes falamos em 1989.

Algo mais também aconteceu, quase como que um portal que se abriu. E nesta abertura, o meu sócio (Lee), se tornou consciente. O engenheiro que ele era e o cérebro obstinado que ele tinha se abriu, apesar da lógica de mais do que 40 anos que dizia que a canalização era um cenário ridículo. Permitam-me lhes dizer como realizamos isto. Nós o amamos. (Kryon sorri). Ele não poderia negar a energia e a prova do amor interior de Deus que lhe falamos ao nível do DNA.

Mais ou menos ao mesmo tempo em que isto estava acontecendo, muitos processos novos estavam chegando ao ser. A professora Peggy está diante de vocês regularmente (Peggy Phoenix Dubro). Foi-lhe dado uma visão de que havia algo ao redor do corpo Humano, um padrão. Ela foi informada de que havia um processo quântico nele. Era multidimensional. Ela começou a trabalhar com a padronização e o processamento do Merkabah Humano. Os padrões pareciam um trabalho na malha. Lentamente, ao longo do tempo, lhe foram dadas as várias camadas ou fases de como trabalhar com esta Malha Cósmica. Sua informação se tornou um conjunto de instruções multidimensionais para equilibrar o DNA.

Assim o trabalho da energia se torna um dos atributos que fala aos 90% do DNA. Esta nova energia realmente pode ser vista como “informação ao DNA”. Vocês podem de algum modo avaliá-lo ou os resultados dele? A resposta é sim, e recentemente, foi realmente validado cientificamente, neste país (Rússia). Assim, o trabalho de energia faz uma diferença na biologia! Algo aparentemente omitindo a lógica da 3D, está sendo agora visto como tendo algum tipo de intercâmbio de informações válidas com o corpo Humano. Há muito escondido aqui!

A NONA CAMADA

A Camada Nove é a camada da cura, mas ela tem que trabalhar com a Camada Um do DNA, que é a camada bioquímica de hélice dupla da 3D. Ela tem que ser assim! Pois vocês podem ser tão multidimensionais quanto queiram, mas se forem se curar, vocês a verão em sua realidade. A parte multidimensional, a segunda parte, deve operar com a parte 3D – o mecanismo dos genes. Subitamente, vocês tem a nona camada trabalhando com a primeira. Quando as unem, vocês obtêm um 10. Na numerologia isto se reduz a um. Observem isto. O início e o fim (9 e 1): conclusão e renovação. Numerologicamente, vocês têm o início e o fim. Elas trabalham juntas como uma conclusão da velha informação e o início da nova.

Há um famoso Lemuriano entre vocês, disfarçado como um médico e pesquisador do DNA. Ele despertou na mesma época que a professora Peggy e o meu sócio Lee. Ele se encontra diante de mim nesta noite. Eu sei que ele está apenas redescobrindo o que ele já sabia. Ele está lhes trazendo uma invenção na física multidimensional que fala aos aspectos multidimensionais do DNA.

Eu quero lhes esclarecer isto. Há vários atributos possíveis de comunicação aos 90% do DNA (a parte quântica). A consciência humana é o mais poderoso e se tornará o mais eficaz quando os Humanos puderem se afastar de um constructo na 3D. Muitos conseguem! O trabalho de energia é muito poderoso, e está se tornando mais popular no planeta. Os métodos antigos são simples e estiveram com vocês por muitos, muitos anos. Então, há a física básica. Ouçam a forma como isto funciona.

Como pode a física de uma invenção afetar o DNA inteligente, multidimensional? Há somente um modo: A invenção percebe a intenção do inventor. Aqui vocês têm algo fora da 3D que parece assombroso. Mas a física quântica é assim. Se a luz pode mudar a sua forma ao ser observada por um Humano, é tão estranho que a consciência inventiva do cérebro humano pudesse ser afetada pelo propósito e intenção? Neste caso, a resposta é que é assim! Por que Tesla foi tão brilhante em um modo não linear? Porque o seu cérebro estava sintonizado a uma intenção não linear. Vocês sabiam que ele descobriu a massa ajustada? (Esta é a descrição de Kryon da anti-gravidade. Vocês podem tornar os objetos mais leves e mais pesados, por meio do ajuste da massa. Mas ele não podia controlá-lo, desde que não havia ainda computadores. Mas este cérebro estava sintonizado às freqüências multidimensionais e lhe deu a habilidade de “pensar fora da caixa”.

A consciência humana que lhes dá uma invenção interdimensiona,l está imbuída no atributo da própria invenção. Isto é difícil de explicar. Pensem nisto como um selo de energia da intenção do inventor sobre o metal do aparelho. Não importa como ela é usada, ela fala ao DNA e o DNA reage à informação.

Agora, estados multidimensionais não são lineares, assim vocês têm que lançar fora toda a lógica de tudo o que vocês conhecem a fim de tentar compreender como eles operam. Vocês têm que lançar fora toda a matemática que aprenderam na física, especialmente aquelas que lidam com a energia em geral. A lei do quadrado inverso é uma lei totalmente 3D. Em um estado multidimensional, entretanto, um pouco percorre um longo caminho. Às vezes, uma energia determinada parece realmente se multiplicar. A razão é porque a energia multidimensional é realmente um transferidor de informações.

ENTRANDO NA ESTRUTURA CELULAR PARA UMA OLHADA

Em um estado químico linear, vocês lançam a massa de química, contra outra massa de química para obter uma reação que vocês querem. Em um estado multidimensional, vocês dão instruções sutis. Eu quero levá-los à estrutura celular por um momento. Eu quero lhes mostrar o aperto de mão. Agora, vá devagar, meu sócio, porque nós os levaremos longe neste atributo.

Imaginem a estrutura celular – é bela e tem um padrão elegante. Agora, a estrutura celular, como o DNA, tem duas partes. Uma parte é linear e uma é multidimensional. Olhem-na sob o microscópio e vêem somente a linear... as partes químicas. Vocês não vêem a parte multidimensional, invisível. Mas a parte multidimensional é tão real quanto a sua 3D. É tão real quanto qualquer coisa que tenham quimicamente. Vocês poderiam vê-la também, se tivessem um microscópio multidimensional. Ela não é esotérica – isto é, invisível aos Humanos. É real. Está lá, uma bela estrutura celular que está em muitas dimensões.

Agora, observem como as células trabalham, umas com as outras neste simplíssimo diagrama que eu estou dando ao meu sócio. Olhem o modo como elas se ligam. Elas são inteligentes. Realmente, há coisas aqui que eu não lhes mostrei. Há uma série de buracos e áreas em relevo que empurram para fora como ondulações. Uma célula vê a outra e se elas se ajustam à outra, como chaves em uma fechadura, elas se alinham e se dividem, usando a informação sistêmica que têm para lhes dar a informação da criação. Elas criam a química da vida deste modo. Elas estão se preparando para dividir, para se regenerar. Elas vêem os padrões de polaridade nas outras.

O MODO COMO FUNCIONA

Queridos, há um atributo multidimensional aqui, chamado de magnetismo e por acaso é o do mestre magnético. Talvez vocês pensassem que toda esta conversa de magnetismo era sobre a Terra? Não. Refere-se ao DNA. As células são magnéticas – não apenas magnéticas, elas são complexamente magnéticas. Cada uma. A Biologia prospera deste modo. Uma célula vê o padrão magnético da outra e como uma chave em uma fechadura, elas se equiparam; elas sabem o que fazer. Assim, vamos lhes dar um cenário comum. Junto vem um vírus, um vírus inteligente, magnético! O vírus é também biologia e também multidimensional! Ele tem o DNA também! Nunca duvidem disto. Ele tem agenda e inteligência também. Ele tem sobrevivência em sua essência, como vocês. Observem: ele se liga inteligentemente à célula. Como? Ele imita o magnetismo de uma célula saudável que lá pertence! Ele é inteligente e esperto.

A célula hospedeira é recolhida por esta artimanha e elas se unem. Subitamente, o vírus está “dentro”. Está dentro do sistema e podem começar a prosperar e a reproduzir rapidamente. Agora, aqui está a reação do corpo na 3D. Uma vez que as células se unem, a química da célula sabe que foi enganada. Pois, uma vez que o vírus está “dentro”, ele não pode se disfarçar por muito tempo. Assim a célula hospedeira envia ajuda. Aqui vem o exército! Os imensos glóbulos brancos destinados a combater a doença e matar o invasor, chegam correndo. Os glóbulos brancos chegam em massa. Eles chegam lá e o vírus fica completamente invisível para eles! Eles não podem vê-lo, porque ele imita a estrutura celular regular através do magnetismo que ela foi capaz de duplicar. Os glóbulos brancos não sabem o que fazer! Receberam o sinal de que algo estava errado, mas eles não conseguem distinguir o inimigo.

Agora, há algo errado com o cenário acima e sobre o modo como o seu corpo é projetado a funcionar. Deixem-me lhes dar o resto da história. Subitamente, chega um conjunto de instruções interdimensionais. Talvez que vocês estejam tratando da malha – seu próprio campo quântico – um sistema designado de modo que vocês possam trabalhar com ele em um processo passo a passo. Ou, talvez, estejam vibrando em um nível tão elevado, que não precisam disto. Vocês podem conversar com as suas células diretamente sem qualquer estrutura de 3D. Isto é bom. É isto que todos os mestres do planeta fizeram. Ou, talvez, tenha havido uma intervenção multidimensional, como uma invenção, por exemplo, que dá instruções ao DNA inteligente. Esta é a parte que está faltando hoje e que os antigos sabiam como fazer.

Agora, vamos conduzir a história novamente. Há as células, todas saudáveis e preparadas para a artimanha da divisão. Aqui vem o vírus, como antes. Mas, desta vez, houve informação adicional dada ao DNA. A célula hospedeira pode ver agora o vírus! Ela recebeu informação que diz: “Quando você perceber o vírus chegando, mude o seu padrão magnético”. O vírus chega até a célula como antes, mas desta vez não há chave na fechadura. Desta vez não há nenhuma artimanha para validar a divisão celular. A célula grita para os glóbulos brancos. Aqui elas chegam novamente, mas desta vez, elas verão o vírus, desde que ele foi incapaz de enganar a hospedeira, associando-se a ela. Ele fica sozinho. Elas o destroem imediatamente.

Oh, mas isto não é tudo. Entendam, o DNA é inteligente. É quântico, portanto, ele envia um sinal para todo o sistema. A Nona Camada avança, a camada da cura, e altera as propriedades magnéticas dos 100 trilhões de fragmentos e partes do corpo humano. Toda a série de instruções sistêmicas do DNA muda de repente. O vírus não tem uma chance. Todo o corpo sabe. Está embutido! A Nona Camada é a sua melhor defesa própria contra as doenças mais agressivas conhecidas pelo homem, até as “incuráveis”. Uma força interdimensional reescreveu o programa que permitiu que as células se defendessem.

O câncer é agressivo e engana o corpo a aceitá-lo. O corpo não o vê como um crescimento fora do equilíbrio. Ele nem sequer envia ajuda. A verdade é que a Camada Nove é projetada para vê-lo e detê-lo. Mas sem qualquer tipo de nova série de instruções ao DNA existente, nada funciona. Ele precisa da consciência humana para trabalhar com ele. Vocês já ouviram sobre a remissão espontânea? Já pensaram que lhes dei a resposta a isto? Não é um mistério. O Ser Humano reescreveu as instruções ao DNA!

Como vocês criam um novo padrão de tecido celular? Vocês mudam a sua estrutura magnética. Há instruções sistêmicas que vocês podem dar a sua estrutura celular para construir novo tecido que nunca houve lá antes. Eu lhes disse isto muitas vezes no passado e aqui, novamente. Haverá um dia em que vocês poderão desenvolver novamente um braço e uma perna. Como? Tudo o que vocês têm a fazer é dar novas instruções sistêmicas ao DNA. As velhas instruções lhes dizem para realizar isto somente no útero. Mudem as instruções!

Finalmente, vocês conhecem os segredos que os antigos conheciam? Será que eles viveram realmente por centenas de anos? Sim, muitos viveram. Eles sabiam sobre a criação fora da 3D. O que pareceria ser mitologia e superstição tola para a moderna medicina, era mecânica interdimensional. É o momento de rever a realidade em que vocês vivem. Quando a física diz que vocês têm mais do que 11 dimensões no centro de cada átomo, por que então vocês decidem que somente quatro delas funcionam? Por que não aceitar o fato de que há uma energia em seu corpo (Camada Nove), que trabalha com a sua biologia de 3D e está pronta para trabalhar para vocês? No momento, a medicina moderna a está ignorando. Seriapreferível explodi-los com produtos químicos, alguns dos quais causam danos graves, do que trabalhar com um sistema de instruções sistêmicas?

A mudança em que estão está lhes dando a habilidade de trabalhar novamente com as partes multidimensionais do DNA. Vocês fizeram como os antigos, e foi perdido. Agora está em pauta novamente, e partes de sua cultura estão à beira de trazer isto ao resto do mundo. Vocês têm 12 camadas do DNA. Eu já lhes dei uma. Pensem na beleza e nas ferramentas que são suas!

Eu compreendo que há um limite para o que vocês podem suportar em relação ao tempo de uma canalização de Kryon. É um conceito linear. Assim, concluímos.

Ser Humano, você está aqui na Terra fazendo o trabalho. Oh, há muito acontecendo e também notícias muito boas aqui. Talvez fôssemos um pouco científicos nesta noite, mas esta mensagem foi para este grupo. Todas estas canalizações serão publicadas, mas esta mensagem é para este grupo. (Aqueles no seminário em Moscou.) O que vocês podem fazer com as suas células? Olhem o poder que eu acabei de descrever. Todos os antigos o conheciam, e os Lemurianos também. Agora vocês o sabem novamente.

Gerações futuras saberão tudo sobre este dia, tudo em nome da nova ciência que descobrirá aparelhos multidimensionais que se associam à consciência Humana. Há muitos Lemurianos na sala, e cada um deles sabe que eu já lhes dei o segredo para o Templo do Rejuvenescimento. Este conceito não é assim tão difícil. Os Lemurianos não tinham computadores. Os Lemurianos não tinham as ferramentas que vocês têm agora na ciência moderna. Mas eles sabiam tudo sobre a Nona Camada porque eles tinham informação de cura quântica que era intuitiva. É isto que está sendo despertado agora em vocês.

Vocês são mais importantes do que pensam. É maravilhoso. Há mestria interior. Há aí o amor de Deus!

E esta é a mensagem. E assim é.

KRYON

A informação é gratuita e está disponível para impressão, cópia e distribuição, como o desejarem. Seus Direitos Autorais, entretanto, proíbem a sua venda sob qualquer forma, exceto pelo editor.

Lee Carroll

Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br